A primeira manifestação de resistência

By jornalistacorporativo

No final da semana passada me deparei com a primeira manifestação de resistência ao projeto de blog corporativo.

Em uma apresentação a um grupo de profissionais da empresa, potenciais autores para um dos blogs criados, percebi uma certa irritação em um dos membros da equipe que assistia à apresentação.

O profissional, usualmente bem-humorado e brincalhão, estava sério e evitava olhar para os slides.

Quando lhe perguntei o que achava, recebi um feedback… digamos… emocionado.

Em tom irritado, explicou-me que devíamos investir o tempo dos profissionais da empresa na execução das atividades do dia-a-dia – e não redação de textos para um blog, que certamente se perderão no tempo.

Dissertei rapidamente sobre o valor do conhecimento explicitado em um post – conhecimento esse que pode capacitar um profissional a executar uma atividade para a qual não se sentia habilitado antes. Um roteiro passo-a-passo pode se tornar um procedimento. Uma lista de lembretes pode se tornar um checklist.

A reunião terminou e meu colega se retirou, sem acrescentar mais nada. O que não significa que tenha comprado a idéia.

Meu objetivo não é fazer com que os blogs sejam uma experiência de sucesso a qualquer custo. Pelo contrário, espero descobrir pela experiência que sua adoção tem valor para a corporação.

Mas por outro lado preciso acompanhar a atuação dos céticos – que podem transformar sua contrariedade no que se costuma chamar de “profecia auto-realizada” (quando um indivíduo ou grupo trabalha tanto para que algo aconteça que este fato acaba acontecendo – “comprovando” a teoria que lhe deu origem).

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