Arquivo da categoria ‘Ferramentas’

Blogs x Wikis

10/Junho/2007

Ronaldo Richieri escreveu no blog “Papagallis – Aprendizagem Informal” um post chamado “5 Maneiras de Usar uma Wiki no Trabalho“, traduzindo um outro trabalho.

De forma resumida, as 5 sugestões são:

  • para manuais de procedimentos,
  • painéis de projetos;
  • quadros de avisos;
  • perguntas frequentes (FAQ); e
  • brainstorming.

São sugestões consistentes.

Blogs e wikis diferem no fato destes últimos permitirem a redação coletiva de um mesmo texto – diferentemente do que os blogs permitem, que é o acréscimo isolado de novos textos, associados ao texto principal por meio das tags ou pelo uso do recurso de comentários.

Blogs, por outro lado, permitem uma contribuição menos estruturada – descartando a princípio maiores esforços de estruturação dos capítulos, seções e sub-seções do texto a ser produzido. Permitem um início mais rápido – embora isto implique em maior trabalho pós-lançamento, para organizar os textos gerados em um produto consistente.

Blogs, assim, podem ser uma ótima opção quando ainda não há certeza sobre os textos que serão produzidos.

Quando a mídia vai entender os blogs corporativos ?

31/Maio/2007

A imprensa ainda insiste em avaliar os blogs corporativos apenas como canais para divulgação de informações.

O Estadão publicou o artigo “É baixa a adoção de blogs corporativos no Brasil“, “diagnosticando” que “apenas 0,54% das empresas brasileiras utilizam blogs para divulgar informações” e “as companhias brasileiras exploram mais as ferramentas convencionais de comunicação“.

Blogs em substituição a intranets ?

31/Maio/2007

Interney Edney Souza escreveu um post interessante em seu blog Interney chamado “Blogs Corporativos e Intranets“, em que menciona uma sobreposição entre o uso de blogs e intranets no ambiente corporativo, mas já apresentando algumas diferenças em funcionalidades que distinguem bem as duas ferramentas. Vale a pena ler o post.

Acrescento que os blogs são um bom complemento para um portal de intranet, pois permitem a criação disseminada de conteúdo, ampliando a capacidade de comunicação dos departamentos, não dependendo mais da intermediação do departamento de Sistemas ou de Marketing para formatação de textos e imagens.

E eu não me preocuparia com eventuais deslizes gramáticos, visuais ou de estilo na redação dos posts. Os leitores saberão que os blogs e o restante do portal de  intranet não são o mesma coisa – ou seja, aceitarão as eventuais imperfeições. Até mesmo as considerarão parte da personalidade dos blogs.

Como estimular comentários aos posts

26/Maio/2007

Guilherme Valadares escreveu para o BRPoint um post com algumas dicas para aumentar o número de comentários aos posts de um blog.

Em “Como tripliquei a quantidade de comentários em meu blog”, sugere o uso de dois plug-ins para exibir um rankinkg dos “top commenters” e permitir o acompanhamento de novos comentários por meio do envio automático de e-mails a cada novo comentário.

Guilherme já testou a estratégia e garante que funciona.

Penso que o mesmo recurso pode ter utilidade nos blogs corporativos. O responsável pela iniciativa dos blogs pode planejar (e acompanhar) mecanismos de “recompensa” para aqueles que explicitam seu conhecimento na forma de bons comentários a posts – um ativo quase tão valioso quanto um bom post em si.

Lembrando: “recompensa” pode ser prêmio, mas também pode ser reconhecimento.

Creio que valha a pena ter em mente também que os bloggers não-corporativos muitas vezes são movidos pela oportunidade de promoção de seus próprios blogs aos fazer comentários nos blogs dos outros, o que pode não acontecer no ambiente corporativo. Afinal, uma chance de dizer “ei, venha conhecer o blog do RH, é muito legal” pode não ser suficientemente atrativo.

Os blogs são a ferramenta mais simples da Gestão do Conhecimento

17/Maio/2007

Ok, o título já ficou comprido demais.

Mas agora que consegui sua atenção, farei uma correção: acredito hoje que os blogs são a ferramenta tecnológica mais simples da Gestão do Conhecimento.

As outras ferramentas mais simples são duas, a meu ver: a conversa entre duas pessoas, e o papel-e-caneta. O primeiro, para reproduzir o conhecimento de pessoa para pessoa; o segundo, para transformar o conhecimento tácito em conhecimento explícito.

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Hora de pensar na infra-estrutura

16/Abril/2007

Algumas (várias) semanas após o lançamento dos blogs da empresa, o atual volume de posts não chega a ser um sinal de sucesso irreversível mas já sugere que alguns cuidados adicionais são necessários.

O nosso servidor WordPress merece um suporte adequado.

Isto significa escolher entre comprar um novo equipamento para hospedar o software, selecionar um servidor já existente para receber o novo aplicativo ou contratar um serviço de hospedagem externo.

Cada opção, um viés: comprar um novo equipamento custa caro; hospedar o software em um servidor já existente pode causar conflito com outras aplicações importantes para a empresa; e contratar um serviço de hospedagem externo dificultará a restrição de acesso aos profissionais da empresa (nossos blogs são voltados ao registro de conhecimento, não à divulgação de notícias ao mercado, lembrem-se).

Resolvido este dilema, resta o dilema do suporte à aplicação: não apenas o suporte aos usuários na utilização dos recursos da ferramenta, mas também o suporte técnico para solução de problemas do ambiente que venham a tirar os blogs do ar.

Aqui, tenho duas opções: desenvolver o conhecimento internamente ou contratar uma empresa especializada em aplicações open-source (WordPress especificamente, se possível).

Se alguém conhecer uma empresa confiável especializada em suporte a open-source, deixe sua URL.

Obrigado.

Há uma distância razoável entre os blogs e a Gestão do Conhecimento

26/Março/2007

Mais um post sobre uma descoberta que será considerada óbvia por alguns.

(Nessas horas lembro a mim mesmo sobre Philip Kotler, que escreveu muitas coisas consideradas óbvias sobre Marketing mas que é com justiça considerado um guru no assunto por tê-las reunido de forma coerente e separado aquilo que é relevante daquilo que não o é.)

Algumas semanas se passaram desde que os blogs na organização em que trabalho foram criados e divulgados. 

A conclusão (óbvia, como avisei) a que cheguei é: um blog é apenas uma ferramenta de redação para publicação na web; um editor de textos fácil de usar.

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O que eu ganho com este blog ?

24/Março/2007

Não, não ganho dinheiro. Não era essa a minha intenção.

Quando criei este blog, paralelamente à criação do primeiro blog corporativo na organização em que trabalho, minha expectativa era a troca de experiências com pessoas que não são da empresa – para aprender além das possibilidades existentes dentro das fronteiras da empresa no momento. Assim, aprender mais e aprender mais rápido. Para mim e para meus visitantes.

“Vou postar um texto sobre uma experiência ou uma descoberta, e os visitantes farão comentários confirmando ou contestando minhas afirmações com base em seu know-how e suas experiências próprias”, foi o que pensei.

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Páginas amarelas do conhecimento – acho que exagerei

14/Março/2007

Uma das ferramentas da gestão do conhecimento são as páginas amarelas. De forma similar às páginas amarelas telefônicas, elas têm o objetivo de indicar pessoas. A descrição mais curta e objetiva é “páginas amarelas indicam quem sabe o quê”.

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Folksonomy (ou “gentonomia”): menos que taxonomia, mais que enfeite

10/Março/2007

Ouvi e concluí coisas interessantes sobre folksonomy nos últimos dias.

(Antes de mais nada – quão estranha é a tradução “gentonomia”… Embora literalmente seja uma tradução compreensível, “folksonomy” me parece proporcionar uma compreensão muito mais instantânea de seu significado.)

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